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A todos os Maçons

 

Alto Conselho Maçônico para Inglaterra e País de Gales

 

ANTIGA E HONORÁVEL FRATERNIDADE DOS MAÇONS LIVRES E ACEITOS

 

 

Um grupo de Mestres Maçons Regulares, desiludidos, desapontados e preocupados com o estado da Administração e Gerenciamento da Ordem Maçônica em geral, bem como da Arte Real em particular, reuniu-se em Freemasons Arms, Convent Garden, Londres, para colocar em pauta suas preocupações legítimas e para discutir e debater as questões ignoradas pela Administração da Ordem. Esta Assembléia de Maçons em Londres, com a assistência de vários irmãos respeitados e conhecidos, constituíram e consagraram o Alto Conselho Maçônico para Inglaterra e País de Gales, na forma devida, em 25 de janeiro de 2005.

 

O Alto Conselho Maçônico é um Corpo Maçônico Soberano de jure et de facto, com jurisdição sobre a Arte na Inglaterra e no País de Gales, e expediu a autorização para a criação de sua primeira Loja, com o nome de Grande Loja nº 1, no Oriente de Londres. Três outras Lojas regularmente estabelecidas requisitaram a filiação ao Alto Conselho Maçônico.

 

Tão logo este processo estiver completado, é objetivo do ACM estabelecer uma Grande Loja Regular de Maçons Livres e Aceitos da Inglaterra, em conformidade com as Antigas Constituições.

 

O ACM/GLRI é um corpo verdadeiramente independente e autônomo, com autoridade sobre a Franco-maçonaria, nos graus simbólicos de Aprendiz, Companheiro e Mestre Maçom.

 

O ACM/GLRI é uma organização eminentemente masculina.

 

O ACM/GLRI requer de todos os seus membros a crença em um Ser ou Criador Supremo.

 

O Livro da Lei é apresentado e aberto em todas as reuniões de suas Lojas, e todos os Juramentos e Obrigações são feitos sobre ele.

 

A luz e os símbolos Maçônicos estarão presentes em todas as reuniões das Lojas.

 

É proibida a discussão sobre temas religiosos e políticos dentro das Lojas obedientes ao ACM/GLRI.

 

O ACM/GLRI observa os Antigos Landmarks e as Antigas Constituições e insiste que eles devem ser observados dentro de todas as suas Lojas.

 

 

Preocupação com a Arte

 

Irmãos pensadores têm suportado durante muito tempo sérias insatisfações com a administração e o estado da Arte na Inglaterra. Foi por meio de uma resposta direta a essas preocupações que, em 25 de janeiro deste ano, um número de Mestres Maçons se uniu para constituir um Alto Conselho Maçônico e preparar uma Fundação firme para a GLRI, fiel às Antigas Constituições e aos valores espirituais fundamentais da Arte.

 

No centro destas questões, está o lamento sincero que a Maçonaria na Inglaterra efetivamente tem se degenerado em um clube social ou de jantares, reunindo-se com a desculpa de iniciar um ou outro candidato em uma sociedade, cujo propósito aparente é do realizar iniciações enquanto procura justificar sua existência através dos negócios da caridade institucional. E onde a hierarquia classicamente mantém a disciplina através da indústria assídua de “honras”, enquanto ignorantemente sacrifica a forma antiga e o valor espiritual em reverência às correções políticas transitórias.

 

De fato, são duras palavras, e sem dúvidas a maioria dos Maçons ingleses persistirão em sua aversão em dar algum valor a isto que estamos dizendo, mais do que a própria Ordem. Mas seja o que for, e ainda que possa tenha um valor social em algumas questões, ela não é a Franco-maçonaria.

 

Se realmente se prestam atenção nas palavras de nossas cerimônias de iniciação, em vez de simplesmente jogá-las ao ar como se fossem uma brincadeira mística e estranha qualquer, aprenderíamos que somos Maçons especulativos. E como Maçons especulativos, temos de moralizar, filosofar e especular sobre os símbolos da Arte, como era tradicionalmente praticado nas Lojas de outrora, antes que a máquina de produção em série fosse posta em funcionamento. Se a Franco-maçonaria significa alguma coisa, esta é o desenvolvimento do homem total, desde a pedra bruta até a pedra cúbica. Implica em uma jornada psicológica e espiritual através da interpretação esotérica de nossa rica simbologia. Por muito tempo os Franco-maçons ingleses desejaram perseguir tais estudos no ambiente de trabalho (maçônico), mas estavam efetivamente privados de direitos.

 

Por isso, o Alto Conselho Maçônico, após debates e considerações emocionadas, com pesar concluíram que nosso dever para com a Arte em geral, para com os nossos irmãos e para conosco em particular são muito mais importantes que a ligação com a GLUI, a qual nós, e muitos outros mais, acreditamos que há muito tempo vem negligenciando o núcleo e os valores esotéricos da Franco-maçonaria, e agora não representam mais que uma fachada grandiosa do que foi e do que poderia ter sido. A quase esmagadora maioria das respostas que recebemos de numerosos irmãos, tanto da Inglaterra quanto de outros países, confirmaram ainda mais a nossa crença.

 

John Garland, DGM[1]

 

Alto Conselho Maçônico para Inglaterra e País de Gales

 

 

“O ATO DA REGULARIDADE”

 

Para corrigir o que vem acontecendo erradamente, e para manter uma comunicação e assembléia geral anuais dos Maçons em Londres, Inglaterra.

 

1 – A Restauração integral na emissão das Penalidades Maçônicas.

 

2 – A liberdade e direito de uma Loja em praticar o Rito Maçônico de sua escolha, tal como o Rito de Bristol, de Emulação, de Taylors, Universal, Lógico, de York, Francês, Antigo e Aceito, Antigo e Primitivo, Adhoniramita, Sueco, Escocês Retificado, de Schroeder etc.

 

3 – O direito de cada Mestre Maçom em usar e escolher o desenho de avental, desde que decorado com os símbolos que estejam relacionados à Arte.

 

4 – Nenhuma interferência da Arte nos chamados graus superiores e vice-versa.

 

5- Um equilíbrio entre o trabalho, instrução e ciência Maçônicas, bem como os deveres de caridade e sociais.

 

6 – A opção da leitura do Ritual Maçônico em Loja.

 

7 – Maior autonomia das Lojas Simbólicas.

 

8 – Melhor e maior transparência nas decisões e negócios da Grande Loja.

 

9 – Permitir todos os aspectos da tradição esotérica Maçônica, tais como símbolos, palavras, usos e costumes.

 

10 – Liberdade de associação fora da Arte.

 

11 – Promover o espírito da Irmandade entre os Franco-maçons

 

12 – A restauração da Cerimônia de Maçom Mark (Maçom de Marca) como complemento do Grau de Companheiro.

 

 Fraternalmente,

 

Ir.'. Uataú Brasil de Azevedo, MM

1º Grande Oficial Adjunto

 

Alto Conselho Maçônico do Brasil

 

www.altoconselhomaconico.com.br

 
 
 

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[1] DGM = District Grand Máster, Grão-Mestre Distrital